segunda-feira, 4 de abril de 2011

Foi Iniciado as aulas de Capoeira na Capela Santa Luzia.



Horário das Aulas:

Segunda-Feira e Quarta-Feira das 19:30 as 21:00


Professor

Murilo Zaine



Gostaria de agradeçer toda diretoria da capela por ceder o espaço.



sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mestre Divino

Divino de Oliveira Antonio nascido em Jaboticabal SP no ano de 1971, Conheceu a Capoeira em 1980, em 1987 indo treinar no Grupo Cativeiro Capoeira com o Professor Garcia.Em 1.994, vindo a se desligar do Grupo Cativeiro Capoeira, e sendo uns dos fundadores do Grupo “Chipaia de Ouro”, fundado em Jaboticabal SP dia 24 de Junho de 1995, tendo como Mestre de Honra José Nascimento , sendo a sede hoje em Ribeirão Preto.no ano de 2007 se desligando Do grupo Chipaia de ouro, e fundando o próprio Grupo “CAPOEIRA ALUMBE” no dia de 10 de Maio de 2008 Juntamente com seu alunos e amigos (Nilson,Murilo e Gibi)...!

Mestre Bigo

Francisco Tomé dos Santos Filho, o Mestre Bigo, nasceu em 1946, em Salvador-Bahia. Iniciou na capoeira em meados dos anos 50, após assistir a uma apresentação de capoeira onde viu Mestre Pastinha e Mestre Cobrinha Verde num emaranhado de corpos. Treinou na Academia de Mestre Pastinha até 1975 (época em que casou-se e veio para São Paulo), convivendo com grandes expoentes da capoeira, como: João Grande, João Pequeno, Natividade,Papo Amarelo, Jonas,Bola Sete, Gildo Alfinete, Genésio Meio Quilo, Roberto Satanás, entre outros. Hoje morando em São Paulo ele da continuidade ao seu trabalho capoeiristico. Mestre bigo é um exemplo de humildade e sabedoria no mundo capoeiristico.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Barretos Movimenta!!!!!

Se preparem... A terra do boi vai mostrar cultura!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Capoeira e a Política de Antigamente...

Decretado por Marechal Deodoro da Fonseca o Decreto Lei 487 dizia que: A partir de 11 de Outubro de 1890 todo capoeira pego em flagrante seria desterrado para a Ilha de Fernando de Noronha por um período de 02 á 06 meses de prisão.Parágrafo único: É considerada circunstância agravante pertencer o capoeira, a alguma banda ou malta, aos chefes impor-se-á a pena em dobro.

Os capoeiristas costumavam usar calças boca de sino e no período em que a capoeira ficou proibida por lei (1890-1937) a polícia, para detectar os capoeiristas, colocava um limão dentro das calças do indivíduo. Se o limão saísse pela boca das calças, a pessoa era considerada capoeiristas.

Os capoeiristas eram contratados pelos políticos para bagunçar no dia das eleições. Enquanto as pessoas desviavam a atenção para a confusão dos capoeiras um indivíduo colocava um maço de chapas na urna ou na linguagem da época "emprenhava a urna". Vencia as eleições o candidato que dispunha de maior n.º de capoeiras.

Em 1824, os escravos que fossem pegos praticando capoeira recebiam trezentas chibatadas e era enviados para a Ilha das Cobras para realizar trabalhos forçados durante três meses.

Milhares de capoeiristas foram para a Guerra do Paraguai, pois havia sido prometida a liberdade no final do conflito àqueles que participassem da batalha.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Barracão de capoeira do mestre Waldemar representava império da resistência

Parecia festa de largo! O pequeno mundo de capoeira angola incrustado no bairro da Liberdade era espaço de diversão. O Barracão do mestre Waldemar aglutinava o povo simples do bairro, mas também atraía freqüentadores ilustres, como o desenhista Mário Cravo, o escritor Jorge Amado, o poeta e jornalista Odorico Tavares, além do escultor Carybé। Nas tardes de domingo, na esquina da Avenida Lima e Silva com a Rua Bonfim, até fins dos anos 60, o capoeirista manteve viva a dança-luta no seu “coliseu libertário”. O espaço era ícone da resistência cultural negra frente à sociedade que tentava massificar, cada vez mais, seus costumes.

Fonte: Correio da Bahia on-line

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Entrevista com Mestre Paulo dos Anjos


“Eu sempre fui um angoleiro”


Uma das mais interessantes entrevistas do mestre Paulo dos Anjos foi concedida, em 1995, ao periódico “Capoeirando”, da Universidade Estadual Paulista (Unicamp), de Campinas.


Capoeirando: Como ocorreu sua intimidade com a Capoeira?


Mestre Paulo dos Anjos: Aprendi com o mestre Canjiquinha e participava das rodas na academia do mestre Pastinha. Convivi com o mestre Gato Preto, ensinei com ele na Bahia e também ensinei muito tempo na academia dele, em São Paulo.


Cap.: Por que trocou a Bahia por São Paulo, na década de 70?


Paulo dos Anjos: A situação estava ruim para mim, numa época de maré sem peixe e um aluno — que treinava boxe comigo e sabia que eu jogava Capoeira — me convidou para ir para São Paulo, e eu fui.


Cap.: Continua ainda com suas aulas de Capoeira, em Salvador?


Paulo dos Anjos: Eu tenho a Associação de Capoeira Angola, mas são os alunos que dão as aulas. Eu dou aula no Salão Paroquial da Paz e alguns cursos fora da Bahia.

Cap.: Pela sua vivência, acha que a Capoeira está mudando?


Paulo dos Anjos: Para mim, nada mudou. Eu continuo fazendo a Capoeira Angola conforme a tradição. Eu sempre fui um angoleiro. Nem discuto a Regional porque não conheço, nem entendo. Se eu não entendo, não tenho que dar uma de entendedor!


Cap.: E como é essa questão da tradição?

Paulo dos Anjos: Tem que ter um cara mais velho do que eu para explicar.

Cap.: A tradição incluía o uso da navalha?


Paulo dos Anjos: Sempre teve gaiato, desordeiro com navalha. Safado, nunca deixou de ter (na Capoeira), mas uma coisa existia e parece que não existe mais: o respeito. Agora, tem moleque de vinte anos que, só porque dá um bocado de pulos, desafia o mestre e chama para brigar!

Cap.: Por que não se joga mais com navalha?

Paulo dos Anjos: Porque nunca se jogou Capoeira com navalha. Botar (navalha) no pé para jogar? Isso é mentira. É só exibição! É só show!

Cap.: Mesmo na antiga capoeira de rua não tinha navalha?
Paulo dos Anjos: Tinha, mas era no bolso do capoeirista. Para botar no pé e sair cortando, é mentira. Tem gente boa por aí que, se você pegar uma faca na mão e não for macho mesmo, ele toma a faca e ainda bate em você. Imagine por navalha no pé para sair cortando todo mundo! Isso é fantasia para enganar criança boba!